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A renovação das
administrações nos
municípios
brasileiros, e a
continuidade das
mesmas em algumas
cidades, vêem
confirmar o que alguns
articulistas e
pensadores já
esperavam em suas
comparações durante as
campanhas. A partir
dos discursos de
posse, podemos
entender que nada
mudou, e que poucas
esperanças de
melhorias podem ser
concretizadas. Nos
primeiros discursos
podemos ver alguns
prefeitos se queixarem
de terem recebidos os
cofres vazios e as
gavetas cheias de
dividas. Já os
reeleitos o que podem
dizer de tais dividas?
Serão muitos os
desafios. Primeiro já
vimos no discurso de
posse, em que preparam
o povo para que
esqueçam das famosas
promessas de campanha.
Nesta primeira
impressão, podemos
desconsiderar o voto
que confiamos ao tal
prefeito ou vereador,
pois as propostas de
campanhas deveriam ser
registradas em
documentos e assinadas
na presença do povo e
não ficarem
esquecidas. Foi por
meio delas que os
mesmos foram eleitos,
e é por elas que o
povo espera.
Infelizmente nossos
municípios sofrem com
a corrupção ativa e
hierárquica, mesmo
sendo crime, mas
sabemos dos
“jeitinhos” que alguns
prefeitos e vereadores
se revestem para não
serem punidos, o que
ainda não aprendemos
foi agirmos sobre
estes eventos, por
falta de despreparo ou
por falta de apoio. E
é inevitável
perguntarmos: afinal,
para quem nossos
administradores atuam?
Ou melhor, por quais
interesses?
Os novos eleitos,
podem até fazer algum
trabalho na área de
proteção social, esta
é uma das camadas mais
básicas da sociedade e
que se encontra
fragilizada por não
haver maiores
requerimentos por
parte destes e pela
falta de lideranças
que busquem junto aos
administradores
soluções para alguns
problemas que poderiam
ser solucionados se
houvesse a integração
de todos. As
associações de bairros
e rurais devem se
garantir com seus
projetos, e fazerem
com que cheguem até o
administrador as
aspirações dos
associados, pois ainda
continuam sendo a
medida mais correta
para cobrar e fazer
cumprir as propostas
em campanha.
É hora de cobrarmos e
hora de lutarmos
contra a
burocratização, esta
palavra que virou o
símbolo do Brasil em
termos políticos. E
que deve ser
erradicada pela
modernidade de que o
Estado de Direito
garante. E compete a
cada cidadão zelar
pelo bem comum, que
não é privatizar os
bens de acesso do povo
e as informações que
os mesmos necessitam
para serem integrantes
e não apenas laranjas
de uma conspiração
inflamada pelos
desonestos deste país.
Nos dias 10 e 11 de
fevereiro, nossos
administradores
municipais se
encontraram com o
presidente em
Brasília, onde lhe
serão apresentados
juntamente com seus
projetos, já o
presidente lhes
apresentará os
programas sociais como
Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC),
e Plano de
Desenvolvimento da
Educação (PDE). É a
hora dos prefeitos se
organizarem e
assumirem seus
compromissos com o
cidadão, pois vemos
muita falta de
estrutura e despreparo
de alguns prefeitos,
que levam suas
administrações a
descontrole por não se
adequarem à
modernidade e seus
meios mais
facilitadores. Há
dinheiro em Brasília,
mas a falta de
interesse dos
administradores
dificulta esta
liberação. E quando
estes repasses são
liberados às
prefeituras, sabemos
que há alguns
fantasmas por trás
esperando para
gatunarem os recursos
que são do povo. Sendo
necessário o cidadão
se informar sobre a
liberação das verbas
das prefeituras, os
programas que são
assistidos, as escolas
e suas situações, os
salários dos
professores, os carros
que transportam os
alunos, a merenda, a
praça escura, a falta
de médicos nos postos
de saúde, a sonegação
de ambulâncias para
transportar os doentes
e defuntos e muitas e
outras atividades.
Nossas cidades e zonas
rurais precisam
crescer e se
modernizarem, mas
primeiramente é
preciso que os
habitantes que a
compõem sejam de fato
beneficiados com o que
competem vossos
prefeitos e
vereadores.
Edjalma Borges |