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Um pouco sobre mim

Neste espaço quero dedicar-me a escrever relatos que abordem temas sociais que merecem à atenção da sociedade em geral.

 

Sou sanraimundense, filho de sanraimundenses, e apaixonado por esta cidade bonita e alegre. Morei muito tempo no interior, onde hoje é São Lourenço, foi uma batalha memorável para concluir o ensino fundamental, andei muito a pé mas me orgulho muito disso.Morei 4 anos  na sede de São Raimundo, onde cursei o 2º grau na Escola Normal Gercílio Macedo, cursei Conservação e preservação de parques e vestígios arqueológicos pela Fumdham,(Sou fã da Niede Guidon). Estive na coordenação do Grupo de Jovens Shalom na Milonga. Estive na presidência de Associações Rurais no interior de São Lourenço.

 

Hoje resido em Brasília, onde fiz alguns cursos como Promoção de Direito ao Menor e Adolescente pela Universidade Católica de Brasília. Trabalho em uma Logística com Sistemas, onde atendemos a Editora Abril e Door to Door de São Paulo. Sou catequista e coordenador da Catequese, onde desenvolvemos trabalhos com crianças em formação. Sou casado a 1 ano com uma também sanraimundense. Sou fascinado por jornalismo, a profissão em que estarei ingressando em breve.

 


Cultura do prazer instantâneo

edjalma29@vipdf.com.br


Os jovens não morrem – foi isso que ouvi um dia em uma destas reuniões de adolescentes que desafiavam a vida como um bem interminável. Isso foi para mim uma várzea de discussão em que tentei entender tal colocação daqueles impetuosos e frenéticos jovens que desafiavam o valor herdado da criação que é uma vida e uma morte. Por mais safos que sejamos um dia passaremos desta vida para uma outra, e para isso temos de nos deparar com a morte. Mas mesmo assim não ficou entendido a razão de os jovens não morrerem, ou pelo menos é o que achava aquele grupo naquela noite de luar em uma praça próximo ao fórum em que havia faltado energia elétrica nas proximidades. Por ocasião ouvi uma palestra sobre a valorização da vida em que a mesma era segmentada e seus maiores afincos seriam a família e a sua estrutura, que com exclusividade instrui a criança desde cedo a participar da vida comunitária e freqüentar a igreja, esta não apenas o templo, mas a Igreja que é todos nos cristãos.

 

Pelos conceitos definidos naquela palestra entendi um pouco porque os jovens não morrem, pelo menos aquele grupo. Primeiro pelo fato de terem uma educação excessivamente permissiva, em que o comodismo e a falta de atenção têm provocado desastres na formação dos jovens, onde alguns pais convivem com uma falência de autoridade para atuar sobre os desafios enfrentados por estes na sua fase critica. E outro fator mais marcante e a cultura do prazer, o tudo convertido no instantâneo, onde não mais um conselho ou afeto do pai serve, mais sim um objeto de valor material como um carro, um videogame, uma viagem a lugares vulgares, tudo isso é contextualizado aos jovens que sempre se deparam com o algo novo. E muitas vezes este algo novo é fruto das compensações inconscientes. Onde falta o dialogo e ação dos pais. Por exemplo, não falar coisa que não existam, mais sim acompanhar suas atividades, pois sabemos que os jovens vivem no acesso direto das informações, e desafia-los com assuntos desconcertantes, não é uma boa atitude, é mais sensato que os pais se informem também, pois falar outra língua ou não repreender com o certo, é ser ignorante e assim pode causar o afastamento dos mesmo.

 

Jovens não morrem, eles apenas se confundem. A vida não deve ser tirada tão precocemente, mais sim revigorada e orientada a aclamar a diversidade de coisas boas que o mundo ainda oferece apesar dos desastres. Talvez nossos jovens morram. Mas

 

será que não poderíamos evitar? Talvez sim talvez não. O problema é que os pais quando perdem um filho sempre dizem: ele não merecia isso. E os pais merecem isso? Não quero culpar ninguém, mas será que muitas vezes não há uma culpa primeira? Quantos casos de gravidez que acontece e os pais não desejavam? Por ai começa o que podemos chamar de sensitivo ou algo deste seguimento.

 

Infelizmente os jovens morrem, e morrem cedo e em grande quantidade neste país e no mundo. Quantos acidentes fatais, destruição por meio das drogas e a criminalidade que é o contexto do maior caos que temos, e ainda teremos de suportar por ser um problema nosso que deve ser erradicado um dia. Com certeza tudo isso um dia vai passar, e ai nossos jovens poderão se encontrar nas praças, avenidas e subúrbios escuros, e comentarem tal ocorrido, e comemorarem suas vidas, pois jovens não devem morrer.

 

 

Edjalma Borges

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Edjalma Borges