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Diante das esperanças
que se moldam em seus
diversos valores como
paz, caridade e
compreensão, que cujas
fisionomias são
expressas nos
diferentes rostos das
crianças abandonadas,
dos adolescentes
indecisos e
massacradas pelas
drogas, dos idosos
esquecidos, e os
homens de fé que lutam
pelas suas garantias,
se somam neste tempo
em que celebramos o
Natal. Um tempo hábil
para relembrarmos
todos nossos encantos,
nossas vontades que se
conjugam num presente
inglório e desprezível
por se atarem aos
males da humanidade
que se confundem com
as cores do horizonte
e as desgraças
provocadas pelo
próprio homem. Atos
tão vacilantes que o
próprio homem poderia
contornar se
conhecessem os
verdadeiros valores da
vida e sua razão
criadora, em que não
houvesse a renuncia do
amor e da fé, e que o
perdão fosse amparado
e as pessoas seguissem
o Deus de humildade e
compreensão, e que
todos se unissem o
mundo certamente seria
bem melhor. Não
teríamos tantos
genocídios na África e
nossa economia não
estaria tão defasada e
nem tão pouco teríamos
tantos miseráveis que
sofrem seus últimos
instantes dentre aos
6,7 bilhões de
habitantes do planeta.
Mesmo com a tão
expansiva
globalização, cerca de
4 bilhões de pessoas
não têm acesso a tais
benefícios. 1 bilhão
de pessoas sobrevive
com menos de 1 dólar
por dia, e cerca de 10
milhões de crianças
com menos de 5 anos de
idade morrem de fome.
Certamente não são
somente estes os
problemas que temos no
mundo, mas sabemos que
o maior desafio é a
desigualdade, esta
afronta às pessoas e
as condensam a viver
desnorteadas, e
massacradas pela falta
de opção decente, e
neste infortúnio de
exclusão, e por
desacreditarem de uma
sociedade e seus
patamares, se
desvinculam da fé e
afrontam a um mundo
perdido e sem amor e
compreensão. No nosso
Brasil a produção
anual por habitantes é
de 3000 dólares, se
este fosse repartido
de forma mais justa,
permitiria assegurar
um nível de vida
confortável para a
totalidade da
população. E assim
dizemos viver um
absurdo de vida pobre,
enquanto os ricos se
trancam por trás de
grades e imaginam um
assalto pelos pobres
em cada em esquina.
Imaginam cada criança
do semáforo como um
marginal que rouba.
Aqui em Brasília, por
exemplo, vi as madames
brigando umas contras
as outras em uma loja
de grife, onde uma
pegava toda uma
coleção caríssima
enquanto a outra lhe
puxava pelos cabelos
tentando impedir a
compra, e naquele
mesmo instante uma
criança se debatia no
lixão ali atrás entre
os abutres e imundices
para conseguir um
pedaço de pão. Que
mundo medonho, em que
gastar é um adjetivo
tão celebrado, quando
estamos no Natal em
que Cristo queria que
renascêssemos as
esperanças e a paz.
Até quando teremos de
atuarmos felizes pelos
palcos da vida
pregando peças que não
ensaiamos? O que vamos
celebrar neste Natal,
é uma pergunta
individual a ser
respondida
individualmente. Que
todos se unam e juntem
suas famílias e juntos
repensem um mundo
melhor, e não apenas
olhássemos a
manjedoura ali no
canto da sala, mas
abracemos O Cristo que
carrega nossos pesos e
culpas por sermos tão
humanas, tão errantes,
mas também dignos de
um perdão por sermos
cristãos e
acreditarmos na graça
de um Pai que nos ama
tanto.
FELIZ NATAL A TODOS
QUE FAZEM DESTA VIDA
UMA CONDIÇÃO PARA SER
CRISTÃO DE FÉ, DE AMOR
E DE PAZ.
BOAS FESTAS!
Edjalma Borges |