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O povo grego antigo
simbolizava
a
justiça,
através da Deusa
Diké, filha
de Zeus e
de Themis,
em cuja mão direita
estava
a espada,
segurando em sua mão
esquerda uma balança,
possuindo os olhos bem
abertos, dizia-se
existir o justo quando
os pratos estavam em
equilíbrio (ison(6)).
Assim para os gregos o
justo (o direito)
significava o mesmo
que igual (igualdade).
Mas repensando hoje a
nossa justiça, a quem
pertence a justiça? De
que lado esta a
justiça? De promotores
que atiram 14 vezes
contra jovens
indefesos, causando
homicídio e sendo
absolvido? Ou da
policia que fornece
armas e proteções a
bandidos? Sem citar a
alta corte aqui de
Brasília que ostentam
juizites, se
posicionando como
divindades gregas, em
um Estado de Direito
que deveria haver
coerência e democracia
na hora de julgar e
rever as corrupções do
país. Que Justiça
esperamos do futuro,
se a própria justiça
favorece o descontrole
e descaso com o
cidadão. Nossos
administradores fazem
gastanças com o
dinheiro do
contribuinte, e
compram votos com R$
50,00 (Cinqüenta
reais) e ainda virão a
Brasília apresentar
seu plano de governo
demonstrando empatia
pelas necessidades do
povo. Que prefeitos
serão estes que vamos
ter de aturar por mais
quatro anos? Que os
iludidos se convençam,
mas certifiquem se
que isto é um crime, e
que instiga a estes
corruptos a circularem
por ai com carrões
jogando poeira nos
pobres eleitores.
Que repensemos a nossa
justiça a quem ainda
recorremos, mesmo
sabendo da fragilidade
e descumprimento da
lei.
Talvez
se vivêssemos sem
juizes como era no
tempo de Jesus, onde
cito a seguir seu
julgamento.Cristo
passou por seis
julgamentos, três nas
mãos dos judeus, e
três às dos romanos, e
em nenhum teve juiz.
Desde sua prisão na
quinta-feira
a
noite, até
a
sexta-feira
de
manhã, foi
tumultuário,
extrajudicial,
atentatório dos
preceitos hebraicos. É
a
terceira fase,
a
inquirição perante o
sinedrim, o primeiro
simulacro
de
formação judicial, o
primeiro ato
judicatório, que
apresentou alguma
aparência
de
legalidade, porque ao
menos se praticou
de
dia. Anás desorientado
remete o preso
a
Caifás (sumo
sacerdote). O sinedrim
não tinha o jus
sanguinis. Não podia
pronunciar
a
morte. Era uma espécie
de
júri, cujo veredctum,
porém, antes opinião
jurídica do que
julgado, não obrigava
os juízes romanos.
de
blasfemador Jesus é
elevado
a
conspirador, que se
coroa rei da Judéia.
Pilatos que estava
de
relações cortadas com
Herodes, leva
a
presença do tetrarca
da Galiléia, Herodes
Antipas, ocasião em
que reatam os
laços.Herodes não vê
porque condenar o
filho do homem. Mas
hoje o homem condena
os outros homens por
pedirem comida ou
ocuparem espaços nos
cantos das ruas.
Que seja feito justiça
a todos que clamam nos
corredores da vida e
da incerteza.
Edjalma Borges |