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A
condição de ser político
lamentavelmente se assimila a de
ser corrupto. Essa equivalência
enraizada no senso popular tem
origem na ganância de alguns
homens, que se valem da política
para atingir objetivos torpes.
Contudo, há homens que doam suas
vidas à política no único intento
de erigir de uma nação
desenvolvida, justa, solidária. São
estes homens, e tão-somente estes,
os quais devemos valorizar na seara
política.
Digo
isso, porque ao me lembrar de minha
juventude na cidade de São Raimundo
Nonato, recordo com saudade as
campanhas eleitorais. Como me
fascinava esses momentos de
participação popular, essa festa
que atiça o ânimo dos cidadãos.
Decerto, muita das vezes a
democracia perdia sua função, pois
se transformava numa marionete nas
mãos de oportunistas. Nada
obstante, eu acompanhava
atentamente e com reverência os
políticos. Admirava-os por suas
idéias, eloqüência, carisma.
Entre os políticos que presenciei
nos palanques particularizo um.
Trata-se de homem cuja presença era
e ainda é corriqueira na cidade
berço do homem americano. Bem
diferente da maioria dos políticos,
que apenas vão ao encontro do
eleitorado no prelúdio das
campanhas. Muitos cidadãos
piauienses concordam: ele é um
representante sempre próximo e
atento às causas do povo,
principalmente daqueles moradores
das localidades recônditas do
Piauí. Não convém aqui delinear
toda sua bibliografia. Digo apenas
que é vasta e motivo de orgulho
para os piauienses.
Refiro-me ao deputado federal Paes
Landim. Quem no Piauí não o
conhece? Dificilmente alguém dirá
que não. Ele é um homem conhecido
por sua vida dedicada à política.
Contudo, falar dessa sua
característica não seria novidade.
Portanto, não vou me delongar sobre
o político, mas versar sobre o
professor. Mas antes disso faço
duas citações sobre o deputado:
exerce o sexto mandato federal com
confiança do povo piauiense;
participou assiduamente da
Assembléia Nacional Constituinte, a
qual deu origem à Constituição de
1988, e abriu caminho para o atual
regime democrático.
Por
obra divina, coube-me estudar na
Universidade de Brasília (UnB). Foi
nessa instituição que primeiramente
ouvi comentários sobre o professor
Paes Landim. Quando lá estudei ele
já estava licenciado. Entretanto,
soube que além de lecionar, chefiou
o Gabinete da Reitoria, o
Departamento de Direito e foi
diretor da Faculdade de Estudo
Sociais Aplicados, da qual fui
aluno. Ademais, numa época ímpar
integrou o Conselho Editorial da
UnB, ao lado de pensadores e
professores brasileiros de notória
envergadura, como Afonso Arinos,
Cândido Mendes, Hélio Jaguaribe,
Luiz Viana e Miguel Reale. Isso
alteava meu espírito piauiense,
porque aquele político que conheci
pelas ruas de São Raimundo Nonato
se tratava de intelectual cujo nome
está escrito na história política
brasileira.
Alguns professores e colegas ao
saberem de minha naturalidade me
questionavam se eu não conhecia o
professor Paes Landim. Respondia
com franqueza: conheço o deputado.
Todavia, no transcorrer do tempo
descobri o professor-deputado.
Notei que o político se confunde
com o educador e vice-versa. Ora, o
professor não ficou nas salas de
aula, mas se avultou ao Congresso
Nacional e alhures. Aliás, seus
discursos se assemelham a aulas,
nas quais mostra seu apreço e
compromisso pelo o estado do Piauí.
Mesmo licenciado do cargo de
professor, ele não se furta de
passar lições, porquanto
continuamente escreve artigos e
textos em jornais sobre temas
relevantes da política nacional e
internacional.
Não
devemos apenas nos lamentar dos
maus políticos, mas lembrar
daqueles que trabalham pelo
desenvolvimento do país. Este é o
caso do professor-deputado Paes
Landim, o qual tem mais de 50 anos
consagrados à vida pública, seja no
ensino ou na política. Durante
esses anos muitos cidadãos
piauienses avistaram suas virtudes,
sobretudo seu amor incondicional
pelo o estado do Piauí. Por isso,
ele é reconhecido pelo povo
piauiense, aliados, e, inclusive,
adversários, como um homem de ação.
Alexandre Pereira Rocha.
É cientista político.
Mestre em Ciência Política (UnB)
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