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O objetivo é escrever sobre cidadania, democracia, políticas públicas, governos e eleições, e quiçá tantos outros temas.

Sou Alexandre Rocha, sanraimundense de coração, filho de sanraimundenses e morador por vários anos do bairro Gavião. Entretanto, agora resido em Brasília, mas não me esqueço de nossa cidade. Sempre quando posso trilho o caminho para esta terra adorável. Na Capital Federal conheci, estudei e apaixonei-me pela Ciência Política. Nessa mesma área conclui o curso de Mestrado. A Ciência Política é uma formação pouco conhecida em nossa região, por isso também tenho como propósito divulgá-la, e quem sabe despertar o interesse de pessoas por essa disciplina.

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Ser ou não ser imparcial, eis a questão

alxroch@yahoo.com.br


Há algum tempo certos leitores tem me criticado por não ser imparcial (não só eu, mas meu amigo Zeferino também). Essa crítica felizmente não é toda sem sentido. Contudo, vejo que ela deveria funcionar como uma autocrítica para aqueles que criticam. Digo isso porque aqueles que hoje criticam são os mesmo que se silenciavam antes. Onde está a imparcialidade?

Ser imparcial é não tomar partido. Muito bonito em tese, mas pergunto: há alguém 100% imparcial no mundo? Dificilmente há, pois qualquer pessoa tem suas preferências, principalmente em política. E é bom que seja assim mesmo. Digo mais: a imparcialidade pode trazer mais problemas do que soluções.  

A imparcialidade total é não pender para um lado nem para outro. É não ficar do lado de cicrano ou de fulano. É não votar no partido “a” nem no “b”. É não saber se quer assim ou se assado. É não torcer pelo time “x” nem pelo “y”.  É não saber se casa ou se compra uma bicicleta..... Enfim, ser imparcial é ficar em cima do muro. Que bem há nisso?

No meu entender, ser imparcial é não servir a propósito nenhum. Felizmente não sou imparcial. Tenho minhas convicções, preferências, partido, gostos, ideologias, time. É por causa disso que nas últimas eleições municipais optei pelo candidato Herculano. No entanto, essa escolha não foi baseada apenas nas minhas preferências, mas, sobretudo em anos anteriores de má gestão do governo passado. Vamos ser sinceros, a situação precisa mudar.   

Tomei partido. Apoiei, portanto, a candidatura Herculano por acreditar em mudanças positivas. Como se vê não fui imparcial. Ao contrário, fui sim parcial. No entanto, o meu objetivo não era obter vantagens pessoais, mas tão-só melhorias para São Raimundo. Diferentemente, muito daqueles que avocam minha imparcialidade são os que queriam a vitória de outro candidato para levar alguma coisa em troca.

Quem de fato é imparcial? Ora, não acredito muito nessa questão de imparcialidade, pois a maioria das pessoas quer mesmo é puxar a brasa para sua sardinha. Entretanto, posso dizer que apoiei o candidato Herculano sem querer nada em troca, só melhorias para São Raimundo. Nesse sentido, não me arrependo de ter sido (e ser) parcial.

Pelo que é visto, em São Raimundo, as coisas vêm mudando para melhor. Afinal em poucos meses de governo o atual prefeito está mostrando mais empenho do que anterior. É perfeito? Claro que não. Sei muito bem disso, tanto que eu mesmo já levantei algumas críticas (mesmo sendo parcial). Isso prova que sou parcial, porém não sou submisso.

Deixemos esse papo de imparcialidade de lado. É tempo de concentrar esforços para melhorar a vida dos sanraimundenses. Para isso precisamos ser parciais, precisamos estar do lado de São Raimundo. Se esse for o nosso objetivo, estamos todos no mesmo barco, logo o porquê de desentendimento. Vamos tomar partido pelo progresso de nossa cidade. É dessa parcialidade que estou falando.     

Por fim, discordo desse discurso da imparcialidade proclamado por alguns leitores, pois me parece mais ressentimento. Isso não é imparcialidade, mas qualquer outra coisa que prefiro não nominar. Não vejo nada de bom nisso. Destarte, em vez de imparcialidade, prefiro justiça. E justiça seja feita, São Raimundo tem mais chance de desenvolver hoje do que outrora.

 

Alexandre Pereira Rocha. É cientista político.

Mestre em Ciência Política (UnB)

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Alexandre Rocha