Bosque das Algarobas | Bloco Kaos | Eletro Show | Nativa | Gráfica Ribeiro | Movelar

 

.

O objetivo é escrever sobre cidadania, democracia, políticas públicas, governos e eleições, e quiçá tantos outros temas.

Sou Alexandre Rocha, sanraimundense de coração, filho de sanraimundenses e morador por vários anos do bairro Gavião. Entretanto, agora resido em Brasília, mas não me esqueço de nossa cidade. Sempre quando posso trilho o caminho para esta terra adorável. Na Capital Federal conheci, estudei e apaixonei-me pela Ciência Política. Nessa mesma área conclui o curso de Mestrado. A Ciência Política é uma formação pouco conhecida em nossa região, por isso também tenho como propósito divulgá-la, e quem sabe despertar o interesse de pessoas por essa disciplina.

Veja no site da UNB  | No Portal SRN 

j


E o PLANO DIRETOR, cadê?  

alxroch@yahoo.com.br


A polêmica sobre a doação da Quadra Central para o Banco do Brasil está acalorada. As opiniões são divergentes. Algumas favoráveis, outras contrárias. Sinceramente tenho dúvidas se atual gestão municipal dará ouvidos à opinião popular. Nada obstante, tudo isso acontece porque nossa cidade carece de um Plano Diretor participativo. A luta deve seguir nesse sentido.

 

Neste e nalguns textos vou chamar atenção para a necessidade do Plano Diretor. Ademais, em São Raimundo Nonato, esse instrumento deveria ser a meta de qualquer representante do povo. No entanto, essa discussão é relegada. De um lado, pela visão limitada dos administradores municipais, os quais não vislumbram a importância do citado plano. E de outro, pela desinformação da população. Por causa disso, na maioria das vezes, as pretensões da administração municipal não correspondem à vontade dos cidadãos. O caso da Quadra Central exemplifica bem.

 

De início, é preciso conhecer o significado da expressão “Cidade”.

 

“A cidade é fruto do trabalho coletivo de uma sociedade. Nela está materializada a história de um povo, suas relações sociais, políticas, econômicas e religiosas. Sua existência ao longo do tempo é determinada pela necessidade humana de se agregar, de se interrelacionar, de se organizar em torno do bem estar comum; de produzir e trocar bens e serviços; de criar cultura e arte; de manifestar sentimentos e anseios que só se concretizam na diversidade que a vida urbana proporciona. Todos buscamos uma cidade mais justa e mais democrática que possa de alguma forma, responder à realização dos nossos sonhos.”

 

Com essa concepção, cidade não é apenas um espaço físico, ou seja, um pedaço de chão, onde habitamos. Ela é algo intrínseco à nossa vida. Assim, ao nos intitularmos sanraimundenses, não estamos dizendo tão-somente que somos oriundos da cidade de São Raimundo Nonato. Entretanto, que fazemos parte de denominada organização humana, onde partilhamos de características comuns, sejam virtudes, vícios, costumes, alegrias etc. Portanto, ser sanraimundense é bem diferente de ser caracolense, florianense ou teresinense. A cidade nos imprime traços próprios, identifica-nos. Contudo, também a fazemos, porque podemos construí-la, modificá-la, melhorá-la na proporção que exaltamos as qualidades e eliminamos os defeitos.

 

A cidade é um ambiente em constante transformação. É um processo dinâmico, onde a cada dia deve ser feito algo para assegurar o bem estar das pessoas, da comunidade. Agora, o cerne da questão é como alcançar tal objetivo num meio tão cheio de diversidades, interesses e necessidades? Aqui entra o Plano Diretor. Vejamos o seu significado.   

 

Basicamente, Plano Diretor é planejamento, isto é, uma forma de organizar certa cidade, ajustando os anseios da população à realidade da localidade. É o dispositivo do município que trata da organização e ocupação do seu território.

 

Assim apregoa a Constituição de 1988: “O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana.” Essa exigência constitucional adquiriu maior relevância a partir da aprovação da Lei n. 10.257, de 10 de junho de 2001.

 

A referida lei ficou mais conhecida como o Estatuto das Cidades, cujo objetivo é conceder aos municípios mecanismos para implantação do Plano Diretor. Noutras palavras: “o Estatuto oferece às cidades um conjunto inovador de instrumentos de intervenção e ordenamento de seus territórios, além de uma nova concepção de planejamento e gestão urbana e territorial.”

 

Bem pessoal, no próximo texto continuarei abordando o Estatuto das Cidades e sua importância para edificação do Plano Diretor. Por hora, diante do impasse da doação da Quadra Central, deixo uma advertência: “a cidade é casa de todos e por todos organizada.”

 

Alexandre Pereira Rocha. É Cientista Político.

alxroch@yhaoo.com.br

 

Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Alexandre Rocha

 

 

 Serra da Capivara | Carnaval 2007 | Cidade | Últimas Notícias | Mural de Recados | Festas e eventos | Guia Turístico | Espaço Saúde  Entrevista | Entrementes | Click do Portal | Enquetes |  WM Notícias | Crônicas do PC | Download | Contato
Visite o Parque Nacional Serra da Capivar

Copyright - Portal Sanraimundense® - 2007
Desenvolvimento: WM Comunicação e Marketing / Sistema Solar Net
Contato: (89) 3582-2583 - Melhor resolução: 1024 x 768 - Internet Explore

.