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O objetivo é escrever sobre cidadania, democracia, políticas públicas, governos e eleições, e quiçá tantos outros temas.

Sou Alexandre Rocha, sanraimundense de coração, filho de sanraimundenses e morador por vários anos do bairro Gavião. Entretanto, agora resido em Brasília, mas não me esqueço de nossa cidade. Sempre quando posso trilho o caminho para esta terra adorável. Na Capital Federal conheci, estudei e apaixonei-me pela Ciência Política. Nessa mesma área conclui o curso de Mestrado. A Ciência Política é uma formação pouco conhecida em nossa região, por isso também tenho como propósito divulgá-la, e quem sabe despertar o interesse de pessoas por essa disciplina.

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A voz povo é a voz do TSE

alxroch@yahoo.com.br


Até que enfim São Raimundo Nonato sabe quem será seu próximo prefeito. Como eu já tinha dito noutro artigo publicado neste portal – o futuro político de nossa cidade seria decido nos tribunais. Foi o que aconteceu. Coube ao TSE dar um basta à indefinição. Ademais, coube a este Tribunal o ofício de validar o desejo do povo sanraimundense.

A busca pelos direitos sempre é válida e louvável. Na disputa que chegou ao TSE, Pe. Herculano, argumentava que tinha sido impedido de se defender nas instâncias adequadas do problema de prestação de contas. Queria poder se defender e provar que não tinha débito. Por conseqüência almejava o direito de poder ser diplomado, haja vista ter sido eleito pelo voto popular.

No pólo oposto da disputa, como interessado, estavam representantes da oligarquia. Agora, interessado em quê? Afinal eles foram derrotados nas urnas. Que direito eles buscavam? Que eles queriam? Foi o questionamento do ministro Marcelo Ribeiro. Respondo: o que eles buscavam era somente a posse da prefeitura. Ora, de acordo com o direito deles, a prefeitura é propriedade deles. Quem ousa tomar posse desse direito inalienável?

Foi o Pe. Herculano, por ter ganhado as eleições? Não. Foi o povo sanraimundense que se apoderou do que lhe pertence, por questão de direito e de fato. A prefeitura, o poder público, é de propriedade do povo, não de uma família de privilegiados, de alguns gatos pingados. Mas a oligarquia não aceita isso. Ela se sente traída pelo povo e foi até as últimas conseqüências. Não é à toa que para defender seus interesses mesquinhos esteve no TSE.   

Apesar das muitas querelas, o resultado das eleições foi respeitado. Para os ministros do TSE foi apenas mais uma decisão. Agora para os sanraimundenses foi a mais importante de sua história recente. As sessões do TSE ganharam audiência jamais vista por essas bandas. Mesmo sem entender muito os termos jurídicos, os sanraimundense acompanharam atentamente os julgados que definiriam o destino político da cidade.

A oligarquia, a despeito da ilegitimidade de seus interesses, teve o direito de se manifestar no TSE. Mas ela partiu para ataques descabidos. Estava inconformada por ter perdido a propriedade da prefeitura. As palavras do advogado que a defendeu disse tudo. Numa fala cheia de ranço, inveja e mentira, o advogado da oligarquia quis transformar uma corte jurídica num palanque político. Os ministros não deram ouvidos.

A última sessão que decidiu o “caso do Padre” não teve argumentação de advogados. Os ministros do TSE, num debate estritamente jurídico e técnico, sozinhos decidiram de quem era o direito, quem estava com a razão. Por certo, sem saber “direito” eles ajudaram o povo sanraimundense a se livrar de uma oligarquia que há tempos lhe subjugava.

 

Alexandre Pereira Rocha. É cientista político.

Mestre em Ciência Política (UnB)

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Alexandre Rocha