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O objetivo é escrever sobre cidadania, democracia, políticas públicas, governos e eleições, e quiçá tantos outros temas.

Sou Alexandre Rocha, sanraimundense de coração, filho de sanraimundenses e morador por vários anos do bairro Gavião. Entretanto, agora resido em Brasília, mas não me esqueço de nossa cidade. Sempre quando posso trilho o caminho para esta terra adorável. Na Capital Federal conheci, estudei e apaixonei-me pela Ciência Política. Nessa mesma área conclui o curso de Mestrado. A Ciência Política é uma formação pouco conhecida em nossa região, por isso também tenho como propósito divulgá-la, e quem sabe despertar o interesse de pessoas por essa disciplina.

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Quem não deve, não teme!

alxroch@yahoo.com.br


A honestidade é uma qualidade a ser perseguida por qualquer pessoa, sobretudo por aquelas a quem confiamos a função de governar, de gerenciar a coisa pública. Assim, o “agente público não só tem que ser honesto e probo, mas tem que mostrar que possui tal qualidade”.

Na vida cotidiana a moral é uma virtude muito admirada. A pessoa de moral é aquela que transmite confiança, respeito, enfim honestidade. No campo da administração pública a moral também se aplica. Trata-se do princípio da moralidade administrativa.

A moralidade administrativa é o agir de acordo com as leis e, principalmente, em respeito aos valores da ética e da justiça. Busca-se sempre colocar o poder público em benefício da coletividade, jamais para obter vantagens pessoais.

Seja qual for o entendimento, na vida privada ou pública, moralidade e honestidade são vistas como sinônimas. Aliás, é improvável uma pessoa ser honesta e ser amoral, ou ser desonesta e ser moral.  

Na vida privada, apesar das conseqüências negativas, o indivíduo pode se eximir de demonstrar sua honestidade. Já na vida pública, para aqueles que lidam com o poder público, comprovar a honestidade é uma obrigação. Não bastar se intitular honesto. Bater no peito e dizer que possui moral inabalável. É preciso a comprovação.

O agente público honesto e de moralidade é aquele que governa com responsabilidade, isto é, gerencia a coisa pública com o fito de proporcionar o bem da coletividade. Ademais, é aquele de gestão transparente, o qual presta contas às instituições competentes, como Tribunal de Contas e Ministério Público.

O bom agente público é aquele que “mata a cobra e mostra o pau”, como afirma a sabedoria popular. Ou seja, é aquele que não se esquiva da obrigação de comprovar a lisura de sua gestão.  

Os cidadãos – digo aqui os eleitores – precisam saber que a riqueza de alguns políticos obtida via recursos públicos trata-se de roubo, de crime. Isso não é honesto, muito menos moral. O poder público é para melhorar a vida de todos, não de alguns. Como então, você caro eleitor, confia sua cidade, sua vida a este tipo de gente?

Recentemente o prefeito Avelar Ferreira não compareceu a intimação do Ministério Público. Não importa qual o motivo. Se o promotor não se encontrava, se o dia estava quente demais, se o pneu do carro furou. A obrigação do prefeito era de estar lá.

É inconveniente entrar no mérito da honestidade do prefeito, pois o não comparecimento não implica confissão de culpa. No entanto, foi certamente uma atitude amoral, pois significa achincalhe ao Poder Legislativo municipal e ao Ministério Público.

A transparência na condução da coisa pública é fundamental. Em São Raimundo Nonato a forma como se administra a cidade é segredo de família. Como é gasto o dinheiro público poucas pessoas sabem de fato. A maioria da população só vê uma cidade atrasada em vários aspectos, seja social, econômico, estrutural, cultural, educacional, etc.

Ao deixar de responder questionamentos sobre sua gestão, o prefeito de São Raimundo Nonato feriu a obrigação constitucional de prestar contas. Se o prefeito governa com honestidade e moralidade por que se escusou de tal dever? Afinal, quem não deve, não teme.

 

Mestre em Ciência Política (UNB)

alxroch@yahoo.com.br

(61) 8157-9868 / 3340-6626

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Alexandre Rocha