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O
objetivo é escrever sobre cidadania, democracia, políticas públicas,
governos e eleições, e quiçá tantos outros temas.
Sou
Alexandre Rocha, sanraimundense de coração, filho de sanraimundenses e
morador por vários anos do bairro Gavião. Entretanto, agora resido em
Brasília, mas não me esqueço de nossa cidade. Sempre quando posso trilho o
caminho para esta terra adorável. Na Capital Federal conheci, estudei e
apaixonei-me pela Ciência Política. Nessa mesma área conclui o curso de
Mestrado. A Ciência Política é uma formação pouco conhecida em nossa região,
por isso também tenho como propósito divulgá-la, e quem sabe despertar o
interesse de pessoas por essa disciplina.
Veja no site da UNB |
No Portal SRN
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Num certo comentário, um prezado
leitor disse que eu era “Padre”.
Ser Padre não no sentido
religioso (antes fosse), mas no
sentido político. Ao dizer que eu
era Padre, tinha por objetivo me
intitular como admirador do Padre
Herculano, do político.
Esse comentário já tem algum
tempo, mas volto ao tema para
justificar o porquê deste fato.
Tudo isso surgiu quando analisei
o nome dos possíveis candidatos a
prefeito. Na época critiquei
veementemente uma suposta
candidatura de um membro do clã
“F” (é proibido citar o nome
deles). Contudo, não critiquei
por desafeto, porém por
convicções políticas divergentes.
Os motivos pelos quais sou
contrário não são pessoais, porém
ideológicos.
Não pactuo com a forma como a
família-poder conduz os rumos de
nossa cidade. Entretanto, como no
mundo da política há espaço para
todos, certamente há os que
gostam, ou que se beneficiam.
A cidade de São Raimundo Nonato
estagnou. Isso é notório, não sou
eu isoladamente que falo.
Voltemos no tempo, a cerca de
oito anos. Pode-se verificar que
pouca coisa mudou, ademais outras
pioraram. A cidade continua
esburacada, suja, abandonada. Os
funcionários municipais ficam
meses sem salários.
Nada disso são exemplos de uma
boa gestão. Mesmo assim temos que
ficar calados. Não se pode falar
o nome dos usurpadores dos
recursos públicos, porque logo
alguém acha que é algo pessoal.
Não se pode revoltar contra a
gritante falta de
responsabilidade com a coisa
pública, com o desrespeito aos
interesses do povo
sanraimundense.
Vejam só o caso da não doação do
terreno ao CEFET. Não é preciso
ter preferência partidária – ser
deste ou daquele candidato – para
constar que atitude do atual
prefeito inviabiliza a criação de
empregos, de educação de
qualidade, e, sobretudo,
compromete o futuro da juventude
sanraimundense.
Voltando a questão do ser Padre.
Fui assim chamado porque apontei
os defeitos da atual gestão, os
quais são contrários à boa
administração pública. Quem não
deseja ver sua cidade organizada,
limpa e urbanizada? Quem não
deseja poder estudar, trabalhar e
viver com dignidade em sua terra
natal?
Todos nós desejamos tais coisas.
E questiono: existe hoje isso em
São Raimundo Nonato?
Defendo uma administração pública
transparente, eficiente e honesta
pautando-me em estudos, não em
achismos. Por causa disso fui
intitulado de Padre. Ora, um
argumento deste tipo
indiretamente afirma que o Padre
realizou uma boa administração,
ao passo que a atual prefeito
não. Por que não me chamaram de
Isaias, de Castro Júnior, de Mano
ou até mesmo de Paulo Márcio?
Se lutar pela boa administração
pública implica ser Padre, então
eu sou Padre. Todavia, não pelo
fato dele ser a uma pessoa capaz
de governar nossa cidade, mas
porque priorizo a
responsabilidade na condução da
coisa pública.
Qualquer pessoa que prime pelo
bem da coletividade, pelo
progresso da cidade, merece ser
representante do povo
sanraimundense. Como eleitor,
devemos vislumbrar isso nos
candidatos, seja ele Padre,
fulano ou cicrano.
Alexandre Pereira Rocha
é cientista político.
alxroch@yahoo.com.br |
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Está coluna é de
inteira responsabilidade do colunista
Alexandre Rocha |
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